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Menino morre de raiva após contato com morcego e médicos fazem alerta sobre os riscos da doença

Paciente procurou atendimento quando já apresentava sintomas neurológicos; especialistas reforçam a importância da vacinação após qualquer possível exposição.

Redação
Menino morre de raiva após contato com morcego e médicos fazem alerta sobre os riscos da doença

Morreu de Raiva

Um menino no Canadá morreu após contrair raiva, doença viral considerada uma das mais letais do mundo. O caso levou médicos a reforçarem o alerta sobre a importância de procurar atendimento imediato após qualquer possível contato com morcegos, mesmo na ausência de mordidas aparentes.
Segundo a equipe médica responsável pelo atendimento, a suspeita de raiva surgiu logo após a internação do paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, devido ao histórico de exposição a morcegos e aos sintomas neurológicos apresentados.

"Quando vimos o paciente na UTI pediátrica, suspeitamos fortemente de raiva, devido à exposição a morcegos e às características neurológicas típicas", relataram os profissionais.

A raiva possui uma taxa de mortalidade extremamente elevada. Após o surgimento dos sintomas, as chances de sobrevivência são praticamente nulas, e o tratamento costuma se limitar a medidas de suporte e cuidados paliativos.

O período de incubação da doença geralmente varia entre dois e três meses, embora possa ser maior em alguns casos. Os primeiros sintomas incluem febre, dor, formigamento ou coceira no local da exposição. Com a evolução da infecção, surgem manifestações como ansiedade, confusão mental, agitação, alucinações e hidrofobia — medo intenso de água, considerado um dos sinais mais característicos da doença.

De acordo com autoridades de saúde do Canadá, todos os casos de raiva humana registrados no país desde 1967 foram associados à transmissão por morcegos. Como as mordidas e arranhões desses animais podem ser muito pequenos e passar despercebidos, muitas pessoas não percebem que foram expostas ao vírus.

As autoridades orientam que qualquer pessoa com suspeita de exposição à raiva tome medidas imediatas, como lavar cuidadosamente a área atingida com água e sabão por pelo menos 15 minutos, retirar roupas que possam ter sido contaminadas e procurar atendimento médico o quanto antes para avaliação da necessidade da profilaxia pós-exposição (PEP), tratamento composto por uma série de vacinas que é altamente eficaz quando iniciado rapidamente.

No caso do garoto, os médicos informaram que a família demorou a buscar atendimento porque não havia sinais evidentes de mordidas ou arranhões. Exames para outras doenças chegaram a ser realizados, mas tiveram resultado negativo. Quando o diagnóstico de raiva foi confirmado, a infecção já estava em estágio avançado.

Após 17 dias internado, os tratamentos de suporte foram interrompidos diante da irreversibilidade do quadro.

"Os tratamentos de suporte à vida foram suspensos no 17º dia de internação, e ele faleceu em paz, cercado por sua família", informaram os médicos.
Especialistas reforçam que, diante de qualquer contato suspeito com morcegos ou outros mamíferos que possam transmitir a raiva, a procura imediata por atendimento médico é fundamental, pois a vacinação após a exposição pode impedir o desenvolvimento da doença.

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