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Tiranossauro rex tinha temperatura corporal próxima à dos humanos, aponta estudo

Análise de dentes fossilizados indica que o dinossauro conseguia manter o próprio calor e podia ser mais ativo do que se imaginava

Redação Taquarana News
Análise de dentes fossilizados indica que o Tiranossauro rex mantinha temperatura corporal média de 36,3°C, próxima à dos humanos, e podia ser mais ativo do que se imaginava.
Análise de dentes fossilizados indica que o Tiranossauro rex mantinha temperatura corporal média de 36,3°C, próxima à dos humanos, e podia ser mais ativo do que se imaginava. · Fonte SBT News

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O Tiranossauro rex pode ter sido muito diferente da imagem tradicional de um réptil dependente do calor do ambiente. Um novo estudo aponta que o predador tinha temperatura corporal média de 36,3°C, próxima à dos seres humanos, indicando que conseguia produzir e manter o próprio calor.

A descoberta foi feita a partir da análise química do esmalte de três dentes de T. rex encontrados no estado de Montana, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, o esmalte dentário se forma de acordo com a temperatura corporal do animal e, por isso, sua composição química pode funcionar como uma espécie de registro térmico.

A análise de determinados isótopos de carbono e oxigênio presentes nos dentes permitiu aos cientistas estimar a temperatura corporal do dinossauro.

Para os pesquisadores, o resultado sugere que o T. rex era termicamente independente do ambiente. Isso significa que, diferentemente de animais ectotérmicos, como os crocodilos, ele não precisaria depender diretamente do calor externo para elevar sua temperatura corporal.

A descoberta também pode modificar a compreensão sobre o comportamento do predador. Com um metabolismo mais elevado, o T. rex provavelmente precisava consumir mais alimento, mas, em contrapartida, poderia permanecer ativo por períodos maiores e ocupar ambientes com temperaturas mais baixas.

Os cientistas também analisaram dentes de crocodilídeos encontrados na mesma região. Nesse caso, a temperatura média estimada foi de 30,9°C, resultado compatível com o funcionamento térmico observado em crocodilos atuais.

O estudo foi publicado na quarta-feira (16) na revista científica Science Advances. Os dentes analisados foram fornecidos pelo Museu de História Natural do Condado de Los Angeles.

A pesquisa reforça a hipótese de que alguns dinossauros apresentavam características metabólicas mais próximas às de animais de sangue quente do que às dos répteis modernos.

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