IML descarta suspeita de espancamento e aponta causa da morte de jovem de 19 anos em Maceió
Laudo identificou tromboembolia pulmonar, trombose venosa e pneumonia; fratura no fêmur foi relacionada a acidente de trânsito sofrido pela jovem em abril deste ano.

POLÍCIA CIENTÍFICA
O Instituto Médico Legal (IML) de Maceió concluiu, nesta quinta-feira (8), o exame de necropsia no corpo de Maria Luiza de Farias de Assis Silva, de 19 anos, encontrada morta na quarta-feira (7), dentro de um apartamento no conjunto José Tenório, no bairro da Serraria, em Maceió.
De acordo com a Polícia Científica de Alagoas, o laudo apontou insuficiência respiratória decorrente de tromboembolia pulmonar, associada a trombose venosa e pneumonia. Os resultados não confirmaram a suspeita inicial de que a jovem teria morrido após sofrer agressões físicas.
Suspeita de agressão
A investigação inicial considerou relatos de que Maria Luiza teria sido agredida por três mulheres com um pedaço de madeira na noite anterior à sua morte. A ocorrência foi acompanhada pelo delegado Emanuel Rodrigues, da Unidade de Local de Crime, da Polícia Civil de Alagoas (PCAL).
Durante a análise do local, porém, os policiais e peritos não identificaram lesões externas aparentemente compatíveis com as agressões relatadas.
Fratura no fêmur
Durante a necropsia, os peritos também identificaram uma fratura no fêmur provocada por instrumento contundente. Segundo a Polícia Científica, a lesão é compatível com o acidente de trânsito envolvendo um carro e uma motocicleta sofrido pela jovem em 26 de abril de 2026, no bairro do Poço, em Maceió.
Familiares informaram que Maria Luiza passou por cirurgias na perna direita em decorrência do acidente e fazia uso de medicamentos controlados.
Exames complementares
Para aprofundar a investigação médico-legal, a equipe coletou amostras de sangue, humor vítreo e urina, que foram encaminhadas para exames de Química e Toxicologia Forense.
Conforme a Polícia Científica, os resultados complementares serão enviados às autoridades competentes dentro dos prazos legais. As análises integram os procedimentos destinados a esclarecer as circunstâncias da morte.
O caso foi acompanhado pela Polícia Civil, responsável pelas providências investigativas cabíveis.