Polícia

Feminicídios caem 27% na Grande São Paulo, enquanto prisões por violência doméstica aumentam

Região metropolitana registrou 27 casos de feminicídio entre janeiro e setembro de 2026, contra 37 no mesmo período do ano passado; número de detenções chegou a 2.385.

Redação Taquarana News
Feminicídios diminuiram 27% na Grande SP | Foto: Distribuição/Marcos Santos/USP A Grande São Paulo registrou queda de 27% nos feminicídios entre janeiro e setembro de 2026. No mesmo período, as prisões por violência doméstica aumentaram 33,
Feminicídios diminuiram 27% na Grande SP | Foto: Distribuição/Marcos Santos/USP A Grande São Paulo registrou queda de 27% nos feminicídios entre janeiro e setembro de 2026. No mesmo período, as prisões por violência doméstica aumentaram 33, · Fonte SBT News

SEGURANÇA PÚBLICA

O número de feminicídios na Grande São Paulo caiu 27% entre janeiro e setembro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e apontam uma redução de 37 para 27 ocorrências.

Apesar da queda nos casos de violência letal contra mulheres, as ações policiais contra agressores registraram crescimento. Nos primeiros nove meses deste ano, foram realizadas 2.385 prisões em flagrante e por cumprimento de mandados relacionados à violência doméstica, contra 1.785 no mesmo intervalo de 2025, um aumento de 33,6%.

Somente em setembro, a Grande São Paulo contabilizou dois feminicídios, número igual ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Rede de atendimento às mulheres

Segundo a SSP-SP, a região metropolitana conta com 21 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), sendo cinco com funcionamento ininterrupto, durante 24 horas.

Em todo o estado, são 144 unidades especializadas, das quais 39 oferecem atendimento 24 horas. A estrutura tem como objetivo acolher vítimas, investigar denúncias e solicitar medidas protetivas para mulheres em situação de violência.

A delegada Cristiane Braga, coordenadora estadual das DDMs, destacou a importância do atendimento especializado e da adoção de medidas de proteção para interromper o ciclo de violência.

A autoridade também ressaltou que, apesar dos resultados apresentados, ainda há desafios no enfrentamento à violência contra a mulher, reforçando a necessidade de ampliar a rede de apoio e garantir segurança às vítimas.

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