Sargento da PM é preso suspeito de coagir eleitores durante ação em Pindoba
Militar foi detido com arma de fogo e material de campanha após denúncias de ameaças a moradores; Corregedoria da PMAL abriu procedimento para apurar o caso

CRIME ELEITORAL
Um sargento da Polícia Militar de Alagoas foi preso na noite desta quarta-feira (30), em Pindoba, no interior de Alagoas, suspeito de envolvimento em crime eleitoral e de coagir eleitores durante uma ação no município.
Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, o militar, identificado como Robson Tenório de Holanda, conhecido como “R. Tenório”, estaria acompanhado de outras oito pessoas durante abordagens em residências. Conforme as denúncias, o grupo teria ameaçado moradores e tentado pressioná-los a votar em candidatos apoiados por eles.
Ainda de acordo com as informações, entre os candidatos citados nas denúncias estão Gilvan Barros, JHC, Marina JHC e Arthur Lira.
Durante a abordagem realizada por agentes da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar (3ª CPM/I), o sargento teria sido encontrado com uma arma de fogo e material de campanha. O militar estava afastado das atividades da corporação e, segundo as informações divulgadas sobre o caso, não teria autorização para portar a arma naquela condição.
Robson Tenório já teria atuado como segurança do deputado federal Fábio Costa e, atualmente, estaria trabalhando como segurança do vice-prefeito de Pindoba, Marçal Beltrão, que é apoiador da candidatura de JHC.
Após a prisão, o militar foi encaminhado para Maceió e permaneceu custodiado na sede do Batalhão de Polícia Militar de Rotam. A previsão é de que ele seja transferido para o Presídio Militar, no bairro do Tabuleiro do Martins.
Corregedoria vai investigar
A Polícia Militar de Alagoas confirmou a lavratura do auto de prisão por transgressão disciplinar e infração eleitoral.
Em nota, o Comando-Geral da PMAL informou que determinou a abertura imediata de procedimento apuratório pela Corregedoria-Geral da corporação para investigar a conduta do militar.
A PMAL afirmou ainda que serão assegurados o contraditório e o devido processo legal durante a apuração.
As circunstâncias da ocorrência e a eventual participação de outras pessoas ainda serão investigadas pelas autoridades competentes.