Advogada morre após ser baleada enquanto passeava com cachorro em Maceió
Ana Walesca do Nascimento Gomes foi atingida por disparos na cabeça e no tórax; polícia investiga se crime foi cometido por engano ou se vítima era alvo dos suspeitos

HOMICÍDIO
A advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes morreu após ser baleada enquanto passeava com o cachorro na noite dessa terça-feira (18), na Avenida Cachoeira do Meirim, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Dois homens que estavam em uma motocicleta são apontados como suspeitos do homicídio e ainda não foram localizados.
Imagens de videomonitoramento registraram o momento do ataque e já foram recolhidas pela polícia. Segundo as investigações, a advogada caminhava com o animal nas proximidades de casa quando foi surpreendida pelos disparos.
Ana Walesca foi socorrida e encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a polícia, ela foi atingida na região da cabeça e do tórax.
O delegado David Dias informou que a dinâmica do crime já começou a ser esclarecida a partir das imagens de segurança. Testemunhas também foram ouvidas, enquanto outras pessoas que presenciaram o homicídio deverão ser chamadas para prestar depoimento.
Polícia trabalha com duas linhas de investigação
Até o momento, a Polícia Civil trabalha com duas hipóteses para explicar a motivação do crime. Uma delas é a possibilidade de a advogada ter sido morta por engano. A outra aponta que os suspeitos teriam ido ao local especificamente à procura dela.
O celular da vítima foi apreendido e deverá passar por análise para auxiliar na investigação e identificar possíveis informações que possam esclarecer a motivação do assassinato.
A dupla suspeita permanece foragida. A Polícia Civil segue realizando diligências para identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias da morte da advogada.
Polícia apura possível relação com área dominada pelo tráfico
Ana Walesca era filha de um policial civil, que costumava visitá-la. Segundo relatos de moradores, ele utilizava uma viatura da instituição durante algumas dessas visitas. A situação teria despertado suspeitas entre integrantes do grupo criminoso que atua no tráfico de drogas na região conhecida como Mocambo, próxima à residência da vítima.
A possível relação entre a presença do policial e o homicídio, no entanto, ainda não foi confirmada pela Polícia Civil. O delegado David Dias informou que essa hipótese também será considerada durante as investigações.
A polícia continua realizando diligências para identificar os responsáveis pelo assassinato e esclarecer a motivação do crime.